NEWSLETTER 14 – MAIO 2026

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Foto: Vatican Media

O Papa Leão XIV foi eleito há um ano e tem sido uma presença discreta no seio do povo cristão. Tão pouco tem sido figura mediática, raramente merecendo grande atenção por parte dos meios de comunicação social.
Mas foi o contexto conturbado em que se encontra o mundo que catapultou para as primeiras páginas a figura do Papa, que, no âmbito do seu múnus de interprete e anunciador da mensagem evangélica, tal como o fizeram sempre os seus antecessores, orou pela paz, condenando a guerra e a violência.  A polémica estalou e alguns se encarregaram de politizar o que não é outra coisa senão a manifestação duma legítima preocupação pastoral.
Indiferente a reacções hostis e ofensivas que sobre ele alguns fizeram recair, serenamente o papa orou, no passado dia 11 de abril, na Basílica de S. Pedro, durante uma vigília pela paz. A homilia que então proferiu merece ser meditada, como mensagem de incitamento ao dever de lutar pela paz, que incumbe a toda a humanidade, independentemente de credo ou proveniência geográfica.

VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA PAZ – REFLEXÃO DO PAPA LEÃO XIV
Basílica de São Pedro, Sábado, 11 de abril de 2026
(ler aqui o texto)

 

SUMÁRIO

 

| EFEMÉRIDE

100 ANOS DO «MEIO DIVINO»
Numa carta escrita por Teilhard no dia 8 de novembro de 1926, a partir da China, ao seu amigo, o cientista Édouard Le Roy, a certa altura afirma (tradução livre): “Tomei a decisão de escrever o meu livro de piedade; descrever, com a maior simplicidade possível, a doutrina ascética ou mística que vivo e prego desde há muito tempo. Será um pequeno tratado de espiritualidade, que conto fazer calmamente, como que numa oração. Vou intitulá-lo «O Meio Divino», e nele empenharei o meu esforço para exprimir as minhas perspectivas, de um modo acessível a todos, cristãmente indiscutível. Ficarei feliz por poder divulgar aquilo que eu creio ser verdadeiro e libertador. Além disso, se conseguir o nihil obstat, isso representará, até certo ponto, a aprovação oficial do meu esforço e, até certo ponto, da minha vida. Fazer-me compreender e reconhecer em Roma pela minha maneira de evangelizar. Julgo que devo tentar sair desta posição marginal para que fui progressivamente arrastado. Se esta tentativa falhar, poderei dizer que fiz todo o possível e encontrarei consolação pensando que é seguramente uma vocação para alguns, viver toda a vida na margem.”
Apesar da proibição de publicar qualquer escrito de carácter espiritual que impendia sobre Teilhard, ele decidiu submeter esta obra ao exame eclesiástico com vista à sua publicação, mas o processo foi-se arrastando e, em dezembro de 1929, podemos ler numa sua outra carta a Le Roy o seguinte: “Regressando de viagem, encontrei uma carta de Lovaina (P. Charles, seu amigo a quem tinha pedido que promovesse a edição)) que me informou, em julho, que o meu manuscrito ia ser impresso em breve, «tendo todas as revisões sido feitas». Depois disso, mais nenhuma notícia. Começo a pensar que pode ter havido qualquer «berbicacho»”. Em maio de 1930, escreverá ele, novamente ao seu amigo Le Roy: “… não tenho notícias do Meio Divino, cuja impressão era suposto ter sido feita em julho de 1929!!”  Efectivamente o que sucedeu é que, naquele momento, alguém se lembrou de que Teilhard tinha tido um dossier em Roma por causa as suas posições relativamente ao pecado original, e, por prudência, decidiram pedir uma aprovação junto dos teólogos romanos, que vêm a opor-se à sua publicação. O livro só viria a ser publicado em 1957, dois anos depois da morte de Teilhard e constituindo o tomo 4 das suas Obras Completas (todas póstumas).
Esta obra, que foi considerada pelo para Paulo VI como a maior obra de espiritualidade do século XX, segundo Henri de Lubac (eminente teólogo jesuíta, amigo de Teilhard, que escreveu um longo tratado sobre o seu pensamento religioso), encerra a mensagem dum cristão que fala a todos os cristãos do nosso tempo, da sua própria experiência, vivida na fé. Convida-os a seguirem-no, não para um local reservado apenas a alguns eleitos, mas para uma sólida plataforma fundada em 2000 anos de experiência cristã, donde poderão orientar o seu olhar para Deus e abre perspectivas imensas, não apenas cósmicas, mas divinas e, por isso, infinitas. Não convida apenas a pensar, mas também a agir, a ser, a recolher-se em si mesmo. Um livro de espiritualidade, de uma nova espiritualidade que, estando em estreita relação com outras obras de espiritualidade da tradição cristã, vai mais além, trazendo, como elemento novo, uma procura de resposta para a crise espiritual da época moderna. [consultar esta obra AQUI]

| AGENDA

19º RETIRO ANUAL TEILHARD DE CHARDIN
O nosso retiro anual de 2026 jrealiza-se nos dias 15, 16 e 17 de maio e terá lugar, como habitualmente, na Casa de Exercícios de Santo Inácio (Rodízio, Praia Grande, Colares) sob orientação do Pe. Vasco Pinto de Magalhães sj. Terá como tema “Por que sofremos”.
As inscrições podem ser feitas AQUI até 30 de abril

SEMINÁRIO 2025/2026
O SEMINÁRIO 25/26, está a decorrer, por zoom, desde outubro de 2025, terminando em junho de 2026. Tem um conteúdo e um formato inovadores, que podem ser explorados AQUI

| VIDA DA ASSOCIAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL
A Assembleia-geral da AAPTCP não pôde ser ainda agendada devido a atrasos ao nível do técnico de contas que nos dá assistência. Logo que possível, será anunciada a data da sua realização, com a finalidade da aprovação do relatório e contas do exercício de 2024 e plano e orçamento para 2025. Os sócios irão ser então convocados para uma sessão por zoom, a ter lugar para esse efeito.  

BIBLIOTECA TEILHARD ON-LINE
No separador do nosso site Ler Teilhard – Ler aqui (português) – Livros, encontra-se um conjunto de obras, de e sobre Teilhard, que podem ser ali lidas na íntegra. Ao darmos seguimento a esta iniciativa, estamos certos de proporcionar um valioso serviço aos cibernautas que nos visitam e de enriquecer, assim, ainda mais, os nossos conteúdos. Para facilitar o acesso a este acervo, logo na primeira página do site estamos a colocar as capas e os títulos, à medida que o vamos alargando com novas obras, bastando um clique sobre cada uma delas para a abrir de imediato e, assim, permitir directamente a sua leitura.

| A VIDA DE TEILHARD DE CHARDIN, EM BD

Pierre Teilhard de Chardin, Padre jesuíta, homem de ciência e filósofo, nasce no castelo da família, em Sarcenat, Clermont-Ferrand (Auvergne, França) a 1 de maio de1881 e morre em Nova Iorque, no dia 10 de abril de 1955. Adaptada da brochura «Pierre Teilhard de Chardin» [Croyants de Tous Pays, Éditions Fleurus, UNIVERSMEDIA, Paris, para FONDATION TEILHARD DE CHARDIN], oferecemos-vos (sobretudo a pensar nos mais novos), uma sugestiva biografia de Teilhard de Chardin, apresentada em BD, de que iremos inserindo sucessivamente as diversas pranchas.
Acrescentamos hoje a 12ª prancha.
Eis aqui todas as onze pranchas já publicadas.

PRANCHA 12

 

| PUBLICAÇÕES

“SE DEUS É BOM PORQUE SOFREMOS?»

Se Deus é bom, porque sofremos? Que desafio? Como pode um Deus de bondade e poder infinito estar diante de tanta maldade e sofrimento? A consciência, o sentir humano, continuará a protestar e tem razão. Até porque, por um lado, há pessoas que cnseguiram tirar um enorme partido do sofrimento e outras a quem o sofrimento arrasou a vida.
Este desafio tem a ver com a história de cada um, com a edperiência e com o sentido que se é capaz de dar às coisas e com a visão (a relação) que se tem  de Deus. Cristo sofreu e era bom, não nos teirou o sofrimento, mas preparou-nos para ele?
Pe. Vasco Pinto de Magalhães sj

Estas e outras interrogações que suscitam a nossa perplexidade, são abordadas e respondidas neste livrinho que o Pe. Vasco Pinto de Magalhães sj escreveu em 2015, mas que se mantêm actuais, sobretudo hoje, perante a convulsão assustadora em que o mundo foi lançado pela insensatez de alguns poderosos sem escrúpulos.
Como nos sugere o autor, ao finalizar o seu texto, todo o sofrimento acaba por encontrar coerência à «luz da Cruz»: Qual é a luz radical que a paixão de Cristo, a sua morte e ressurreição, traz ao sofrimento? É que este, vivido em amor e por amor, encontra o seu sentido. É essa a chave do segredo. (Ed. Secretariado Nacional do Apostolado da Oração)

| PENSAMENTO DE TEILHARD

«Não apenas o desenvolvimento de si mesmo, nem só dar-se a um outro igual a nós, mas mais ainda submeter e reconduzir a própria vida a Alguém maior que nós. Dito doutro modo: ser, em primeiro lugar! Depois, amar! Finalmente, adorar!»
(trad. Teilhard de Chardin, Réflexions sur le Bonheur, 1943, Tomo XI OC, p.132)

 

Leiam-nos e procurem
FAZER DOS VOSSOS AMIGOS, AMIGOS DE TEILHARD DE CHARDIN
(VER AQUI)

 

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