NEWSLETTER 13 – SETEMBRO 2025

a abrir…

«O seu testemunho (de S. Francisco de Assis) mostra-nos também que uma ecologia integral requer abertura para categorias que transcendem a linguagem das ciências exactas ou da biologia e nos põem em contacto com a essência do ser humano. Tal como acontece a uma pessoa quando se enamora por outra, a reacção de Francisco, sempre que olhava o sol, a lua ou os minúsculos animais, era cantar, envolvendo no seu louvor todas as outras criaturas […]  porque, para ele, qualquer criatura era uma irmã, unida a ele por laços de carinho. Por isso, sentia-se chamado a cuidar de tudo o que existe.

[…] Se nos aproximarmos da natureza e do meio ambiente sem esta abertura para a admiração e o encanto, se deixarmos de falar a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo, então as nossas atitudes serão as do dominador, do consumidor ou de um mero explorador dos recursos naturais, incapaz de pôr um limite aos seus interesses imediatos. […] A pobreza e a austeridade de São Francisco não eram simplesmente um ascetismo exterior, mas algo de mais radical: uma renúncia a fazer da realidade um mero objecto de uso e domínio.»

Com estas palavras, o saudoso Papa Francisco, na sua carta Laudato Si’ (§11), convida-nos a olhar o mundo doutra maneira. É o que os responsáveis pelos destinos dos povos vão repetindo, papagueando os grandes objectivos de cimeiras e mais cimeiras, mas num discurso oco, cujos resultados mostram o vazio da acção e a acelerada aproximação do abismo.

Tentamos esquecer, durante o tempo de férias, a pressão desta angustiante encruzilhada, mas é impossível ignorar o cerco que se aperta à nossa volta ao tomarmos consciência de que os passarinhos já não cantam pela manhã como antigamente e que as fontes em que costumávamos refrescar-nos secaram. Quando não é fugindo aos incêndios que nos desalojaram e nos deixaram a chorar sobre o cinzento e o negro em que tudo se mudou.

Estamos ainda no ano da Esperança, na feliz escolha de Francisco pouco tempo antes de morrer. Como sempre, a esperança é verde. Esperar que o Deus da Esperança não nos abandonará é quase só o que nos resta. E acrescentar a esta esperança que Ele também é o Deus da Paz.

 

SUMÁRIO

 

| EFEMÉRIDE

O ANO DE 1925 NA VIDA DE TEILHARD

O ano de 1925 foi particularmente relevante na vida de Teilhard, visto ter marcado uma viragem radical do seu destino. Foi o ano em que as autoridades religiosas o enviam ‘definitivamente’ para a China, depois de o terem admoestado pela “ousadia” de ter produzido um escrito pondo em causa a doutrina do pecado original, para o qual preconizava uma reinterpretação à luz da ciência e da exegese bíblica (hoje defendida sem problemas pelos teólogos modernos, como foi o caso do Pe. Armindo Vaz, professor na Universidade Católica, com a sua obra «O sentido último da vida projectado nas Origens»).

A este propósito, vale a pena recordar uma passagem da obra de Gérard Donnadieu, «Teilhard de Chardin, revisitado, um cristianismo renascido para o 3º milénio»:

Em 1919, de regresso da guerra, Teilhard tem 38 anos e retoma os seus estudos de geologia e paleontologia, ciência para a qual se sente atraído. Em março de 1922, passa o doutoramento em ciências naturais na Sorbonne, com uma tese intitulada “Les mammifères de l’Eocène inférieur français et leurs gisements” (Os mamíferos do Eocénico inferior francês e suas jazidas).

Regressa então ao laboratório de paleontologia do Museu de história natural, onde reencontra o professor Marcellin Boule, com quem se liga de amizade. Paralelamente, é encarregue do ensino de geologia no Institut catholique de Paris.

Estabelece igualmente uma amizade com o filósofo cristão Edouard Le Roy (1870-1954), que, entretanto, tinha ocupado a cátedra de Bergson no Collège de France. As frequentes conversas entre os dois e, mais tarde, o seu encontro com o sábio russo Vladimir Vernadsky, que nessa altura estava em Paris, parece terem desempenhado para Teilhard um papel acelerador do seu pensamento e irão conduzi-lo a formular uma primeira definição do conceito de nooesfera no ensaio L’Hominisation (tomo 3 das OC, pp.75-111), redigido em Paris e datado de 6 de maio de 1925. No decorrer deste período, Teilhard desempenha igualmente a função de capelão para os estudantes da École Polytechnique e da École Normale Supérieure (rue d’Ulm, Paris).

De abril de 1923 a setembro de 1924, Marcellin Boule envia-o em missão à China a fim de fazer a peritagem duma jazida pré-histórica, contendo sílex lascados, acabada de descobrir no deserto de Ordos pelo jesuíta Emile Licent, residente em Tientsin, um apaixonado da paleontologia humana. Esta expedição, mais prolongada do que previsto, vai revelar-se duma grande fecundidade. Os nossos dois jesuítas começam por descobrir em Shui dong gou, na Mongólia interior, uma importante jazida de homo sapiens, com 30 a 35.000 anos (paleolítico superior), cujos utensílios são em todos os aspetos comparáveis aos do homo sapiens da Europa da mesma época (aurignaciano). Esta descoberta, que mostra a antiguidade do povoamento humano da China, foi posta em realce pelo atual governo chinês ao transformar o local num imenso parque de exposição de paleontologia humana e pré-história, com um museu ultramoderno e onde figuram estátuas gigantes de Teilhard e Licent. Prosseguindo a marcha na direção do deserto de Ordos, os nossos dois investigadores exploraram o local de Sarah Ousso gol, onde puseram à luz do dia vestígios dum habitat humano do paleolítico e descobriram numerosas ossadas de animais e um dente humano. É aqui que o Padre Teilhard vai redigir a sua célebre Missa sobre o Mundo (agosto de 1923), a partir dum primeiro texto já antes composto, em julho de 1918, nas florestas do Aisne, durante a guerra.

Ao regressar a França, Teilhard retoma os seus trabalhos no Museu, bem como as aulas de geologia e as conferências religiosas e espirituais junto de estudantes. Mas um pequeno texto exploratório sobre o pecado original, redigido em inícios de 1922 e não destinado a publicação (tomo 10 das OC, pp. 59-70), vai desastrosamente cair, em 1924, nas mãos das autoridades vaticanas e despertar contra ele uma suspeição que viria a revelar-se tenaz. Os responsáveis da sua Ordem, certamente para o proteger, fazem-no desaparecer, obrigando-o a um exílio na China, onde a sua passagem havia deixado uma excelente impressão, para ali continuar as investigações paleolíticas. Para Teilhard, que se antevia seguindo uma carreira universitária em França, o choque foi terrível: “Caro amigo, ajude-me um pouco. Mostrei boa cara, mas, interiormente, é algo que se assemelha à agonia ou à tempestade… Oh, amigo, diga-me que, ao ser obediente, não sou infiel ao meu ideal”, escreve ele a 16 de maio de 1925 ao seu amigo Auguste Valensin.

O ensaio L’Hominisation atrás referido revela já a preocupação de Teilhard em conferir ao Homem um lugar primordial no estudo da evolução, como o veio a fazer ao produzir, na década seguinte, a sua obra maior, «O Fenómeno Humano».

 

| AGENDA

19º RETIRO ANUAL TEILHARD DE CHARDIN

O nosso retiro anual de 2026 já tem data marcada: são os dias 15, 16 e 17 de maio.

Terá lugar, como habitualmente, na Casa de Exercícios de Santo Inácio (Rodízio, Praia Grande, Colares) sob orientação do Pe. Vasco Pinto de Magalhães sj. As inscrições serão abertas a partir de janeiro, com o envio de comunicações a todos os frequentadores desta nossa actividade e o anúncio aqui no site.

 

ASSEMBLEIA GERAL

A Assembleia-geral da AAPTCP não pôde ser ainda agendada devido a atrasos ao nível do técnico de contas que nos dá assistência. Logo que possível, será anunciada a data da sua realização, com a finalidade da aprovação do relatório e contas do exercício de 2024 e plano e orçamento para 2025. Os sócios irão ser então convocados para uma sessão por zoom, a ter lugar para esse efeito.  

 

| VIDA DA ASSOCIAÇÃO

SEMINÁRIO 2025/2026

Brevemente será anunciado o reinício do Seminário, em que, por zoom, nos encontramos mensalmente para ler e comentar textos de Teilhard de Chardin. A primeira data será fixada já  para setembro e todos os habituais frequentadores desta actividade serão notificados da mesma. Quem estiver interessado em participar e receber informações das sessões pode, desde já, fazer a sua inscrição (grátis) para o email teilhardportugal@gmail.com

As gravações das sessões anteriores podem ser visionadas AQUI

  

BIBLIOTECA TEILHARD ON-LINE

No separador do nosso site Ler Teilhard – Ler aqui (português) – Livros, encontra-se um conjunto de obras, de e sobre Teilhard, que podem ser ali lidas na íntegra. Ao darmos seguimento a esta iniciativa, estamos certos de proporcionar um valioso serviço aos cibernautas que nos visitam e de enriquecer, assim, ainda mais, os nossos conteúdos. Para facilitar o acesso a este acervo, logo na primeira página do site estamos a colocar as capas e os títulos, à medida que o vamos alargando com novas obras, bastando um clique sobre cada uma delas para a abrir de imediato e, assim, permitir directamente a sua leitura.

 

| A VIDA DE TEILHARD DE CHARDIN, EM BD

Pierre Teilhard de Chardin, Padre jesuíta, homem de ciência e filósofo, nasce no castelo da família, em Sarcenat, Clermont-Ferrand (Auvergne, França) a 1 de maio de1881 e morre em Nova Iorque, no dia 10 de abril de 1955. Adaptada da brochura «Pierre Teilhard de Chardin» [Croyants de Tous Pays, Éditions Fleurus, UNIVERSMEDIA, Paris, para FONDATION TEILHARD DE CHARDIN], oferecemos-vos (sobretudo a pensar nos mais novos), uma sugestiva biografia de Teilhard de Chardin, apresentada em BD, de que iremos inserindo sucessivamente as diversas pranchas.

Acrescentamos hoje a 11ª prancha.

Eis aqui todas DEZ as pranchas já publicadas.

PRANCHA 11

 

| PUBLICAÇÕES

 

Primeiros passos com Teilhard de Chardin, Pe. André Picard

O nome do Padre Teilhard de Chardin é cada vez mais conhecido. Mas o conteúdo do seu percurso e das suas descobertas permanece ainda muitas vezes um tesouro escondido. Contudo, o pensamento e a espiritualidade do Padre Teilhard, em concordância com as mutações dos tempos modernos, poderia esclarecer muitos dos nossos contemporâneos nas suas interrogações sobre o Homem e a sua relação com a ciência e a fé. Este livrinho apresenta-se como uma primeira iniciação à reflexão e às convicções do sábio jesuíta que foi o Padre Teilhard de Chardin.

O autor é o Pe. André Picard, padre diocesano de Bayeux et Lisieux. [Ed. Saint-Léger, França, 2013]

Considerando esta obra, editada em França em 2013, um excelente meio de fazer uma introdução ao pensamento de Teilhard de Chardin, decidimos realizar a sua tradução e passar a transcrever, neste espaço, sucessivamente os seus diversos capítulos e partes. Assim, após termos apresentado na Newsletter 9 a Introdução e o Prefácio, na Newsletter 10, o capítulo 1, intitulado “Teilhard e o seu tempo”, na Newsletter 11, o capítulo 2, intitulado “O Fenómeno Humano”, e na Newsletter 12, o capítulo 3, intitulado “O diálogo entre a Evolução e a Fé” incluímos agora aqui a Conclusão da obra, com a qual terminamos a sua apresentação:

Conclusão              

O padre Teilhard de Chardin, uma luz para hoje

Entre os contemporâneos de Teilhard, há um, o padre d’Ouince (outro jesuíta), que o conheceu e compreendeu especialmente bem. Gostaria, à guisa de conclusão, apresentar aos leitores desta brochura o seu testemunho. Ele escreveu as seguintes linhas: «Deste modo, é lançada uma ponte entre a ambição do homem moderno voltada para a construção da terra e a mensagem cristã que parecia ignorar-lhe o interesse. Depois de Marx, mas por uma via diferente, Teilhard põe em evidencia o valor construtivo do trabalho, não somente exercício penitencial, mas acabamento da obra criadora. O homem cumpre-se humanizando a terra. O trabalho bem conduzido não visa apenas o bem-estar, mas o ser-mais. Ele elabora a matéria que se tornará, transfigurada, no corpo de Cristo» (Rene d’Ouince sj, Un prophète en procès, tomo 2, Aubier, Paris, pág.261).

Como não estar de acordo com este julgamento, entendendo-se que o que se diz do trabalho pode estender-se a qualquer forma de actividade humana: material, moral ou espiritual?

Deixo aos especialistas o cuidado de apreciar o valor científico da obra de Teilhard, mas, com muitos outros, estou feliz que esta tenha hoje direito de cidade na Igreja, mesmo tendo sido após uma travessia probatória e penosa. E dou graças a Deus de ter feito surgir no nosso tempo este testemunho de fé, fiel às luzes da revelação e em acordo com as regras do mundo moderno.

O padre Teilhard de Chardin deixa atrás de si um perfume de esperança. Houve quem o acusasse de um optimismo fundamental, supondo que fechava os olhos ao mal e ao pecado. É esquecer o que ele diz sobre as recaídas e os atrasos que desaceleram ou distorcem o desenvolvimento da evolução. Teilhard está bem consciente da presença do mal no âmago da humanidade, mas ele está ainda mais convencido da fidelidade e do poder de Deus que, contra tudo e contra todos, faz avançar o seu projeto de aliança com os homens.

«Sempre vivi em frente», dizia Teilhard, ou seja, numa perspectiva de completude que não se realizará em plenitude senão no Cristo o fim dos tempos, mas que se constrói já através do empenhamento humano.

A esperança compreendida assim é uma força que atravessa a própria Cruz – Teilhard de Chardin dá-nos disso um testemunho precioso, para nós, hoje.

Os cristãos apropriam-se desta esperança duma forma particularmente forte na e pela Eucaristia. Para eles, esta Eucaristia vai muito para além do tempo do rito e da celebração litúrgica; ela diz respeito a toda a vida, de que o pão e o vinho são o símbolo. Sob o signo do pão e do vinho, é toda a actividade humana e todo o universo, ao qual o homem está ligado, que são oferecidos ao poder do Espírito Santo para que ele os mude no corpo e sangue de Cristo.

Para o cristão, é toda a vida humana que pode e deve tornar-se eucaristia, como tão bem o exprimiu o padre Teilhard de Chardin na sua bela meditação de «A Missa sobre o mundo».

 

Um texto de Teilhard de Chardin

A Missa sobre o Mundo

Visto que, uma vez mais, Senhor, já não nas florestas do Aisne, mas nas estepes da Ásia, não tenho nem pão, nem vinho, nem altar, elevar-me-ei acima dos símbolos até à pura majestade do real, e oferecer-vos-ei, eu, Vosso sacerdote, no altar da Terra inteira, o trabalho e a dor do Mundo.

O sol acaba de iluminar, ao longe, a franja extrema do primeiro Oriente. Uma vez mais, sob o pano movente dos seus lumes, a superfície viva da terra desperta, estremece, e recomeça o seu labor tremendo. Colocarei na minha patena, ó meu Deus, a colhei­ta esperada deste novo esforço. Derramarei no meu cálice a seiva de todos os frutos que serão hoje esmagados.

O meu cálice e a minha patena são as funduras de uma alma largamente aberta a todas as forças que, dentro de um instante, se elevarão de todos os pontos do Globo e convergirão a caminho do Espírito. — Venham, pois, a mim a recordação e a presença mística daqueles que a luz desperta para uma nova jornada!

Um a um, Senhor, que eu os veja e os ame, aqueles que me destes como arrimo e encanto naturais da minha existência. Um a um, também, quero contá-los, aos membros dessa outra e tão queri­da família que, pouco a pouco, à minha volta, foram reunidos a partir dos elementos mais díspares pelas afinidades do coração, da investigação científica e do pensamento. Mais confusamente, mas todos sem excepção, evoco ainda aqueles cuja concentração anónima forma a massa inumerável dos seres vivos: os que me rodeiam e me apoiam sem que eu os conheça; os que chegam e os que partem; aqueles sobretudo que, na verdade ou através do erro, à sua mesa de trabalho, no seu laboratório ou na fábrica, acreditam no progresso das Coisas, e hoje apaixonadamente correrão atrás da luz.

Visto que, uma vez mais, Senhor, já não nas florestas do Aisne, mas nas estepes da Ásia, não tenho nem pão, nem vinho, nem altar, elevar-me-ei acima dos símbolos até à pura majestade do real, e oferecer-vos-ei, eu, Vosso sacerdote, no altar da Terra inteira, o trabalho e a dor do Mundo.

O sol acaba de iluminar, ao longe, a franja extrema do primeiro Oriente. Uma vez mais, sob o pano movente dos seus lumes, a superfície viva da terra desperta, estremece, e recomeça o seu labor tremendo. Colocarei na minha patena, ó meu Deus, a colhei­ta esperada deste novo esforço. Derramarei no meu cálice a seiva de todos os frutos que serão hoje esmagados.

O meu cálice e a minha patena são as funduras de uma alma largamente aberta a todas as forças que, dentro de um instante, se elevarão de todos os pontos do Globo e convergirão a caminho do Espírito. — Venham, pois, a mim a recordação e a presença mística daqueles que a luz desperta para uma nova jornada!

Um a um, Senhor, que eu os veja e os ame, aqueles que me destes como arrimo e encanto naturais da minha existência. Um a um, também, quero contá-los, aos membros dessa outra e tão queri­da família que, pouco a pouco, à minha volta, foram reunidos a partir dos elementos mais díspares pelas afinidades do coração, da investigação científica e do pensamento. Mais confusamente, mas todos sem excepção, evoco ainda aqueles cuja concentração anónima forma a massa inumerável dos seres vivos: os que me rodeiam e me apoiam sem que eu os conheça; os que chegam e os que partem; aqueles sobretudo que, na verdade ou através do erro, à sua mesa de trabalho, no seu laboratório ou na fábrica, acreditam no progresso das Coisas, e hoje apaixonadamente correrão atrás da luz…. Tudo o que aumentará no Mundo, ao longo deste dia, tudo o que diminuirá, tudo o que morrerá, igualmente —, eis, Senhor, o que me esforço por recolher em mim para Vo-lo estender.

 

| PENSAMENTO DE TEILHARD

 

«O Cristianismo é, por definição e por essência, a religião da Incarnação. Deus unindo-se ao Mundo que Ele cria, para o unificar e, de algum modo, para o incorporar em Si. Neste gesto exprime-se, para o adorador de Cristo, a história universal. […] Para o humanista cristão, – nisto fiel à mais segura teologia da Incarnação, – não há independência actual nem discordância, mas subordinação coerente entre a génese da Humanidade no Mundo e a génese de Cristo, pela sua Igreja, na Humanidade.»  (trad. Tomo V das Obras Completas, Seuil, Paris, 1959, p.49/51)

 

Leiam-nos e procurem
FAZER DOS VOSSOS AMIGOS, AMIGOS DE TEILHARD DE CHARDIN
(VER AQUI)

 

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